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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Influências (parte 4) – Taylor Hawkins

Faz tempo que eu não posto nada sobre influências, e desta vez decidi postar um cara que com certeza é um dos que mais influência a minha maneira de tocar. Desde que comecei a tocar, eu já fiz cover das musicas que ele gravou, já montei meu set igual ao que ele usava, já fiz solos baseados nos solos dele e por aí vai [rsrs].

Esse cara tem medo de palco, incarou assumir as baquetas de uma banda liderada por um dos mais importantes bateras da história e se chama Taylor Hawkins, ele é com certeza um dos bateras que eu mais admiro na atualidade. Taylor é uma batera extremamente enérgico, ele é um exemplo de baterista a ser seguido, nunca ouvi uma gravação ou performance dele que tenha sido exagerada, ou que ele tenha feito alguma frase, groove, que não tenha se encaixado perfeitamente na musica. Quando digo que ele toca o que a musica pede, é exatamente isso que quero dizer...[rsrs]. Taylor é mais um batera que abusa dos single strokes tanto nas mãos quanto nos pés... o que imprime uma sonoridade impar nas gravações que ele fez. Pra mim é impossível ouvir uma musica que ele tenha gravado, ou esteja tocando e não saber que é ele, isso desde o pop que ele tocava com a Alannis até o mais pesado Rock que ele faz com o Foo Fighters, ou até mesmo no pop experimental que ele faz com seu projete solo e paralelo ao FF, o Taylor Hawkins and the Coattail Riders. Projeto esse onde Taylor explora e transmite toda sua influência vinda de Phill Collins e Sewart Copeland e outros dinossauros masters da bateria dos anos 70 e 80, onde também ele se mostra um grande compositor e vocalista.

Vamos aos vídeos que SEMPRE falam muito mais do que palavras.











Kit e configurações.

Na minha opinião, os kits que o Taylor monta sempre são kits maravilhosos e memoráveis, visual e sonoramente falando, desde a escolha do acabamento até a forma da montagem e escolha dos pratos, Taylor sempre impressiona.
Taylor é meio camaleão com marcas, já vi ele usar de tudo, tudo mesmo, dw, tama, pearl, mapex, craviotto, porém de 2009 pra cá ele tem sempre usado Gretsch USA custom e desde de o inicio sempre usou pratos Zildjian.











Configurações

Foo Fighters

Gretsch Drums USA Custom
14”x6,5” brass Snare
14’x6,5’ maple snare
24”x18” bass drum
6”x6” Sinphonic Ton (sem pele de resposta)
8”x7” Sinphonic Ton (sem pele de resposta)
13”x9”tom
16”x16” floor tom
18”x16” Floor tom
20”x14” gong bass (nem sempre usado)
14”rototom

Na turne do CD “the colors in the shape” ele usou dois bumbos de 22”x18”

Zildjian Cymbals
20” K custom dark ride (usaco crash)
19” A Custom Crash
18” A Custom Crash
22” A Custom Sweet ride
22” A Custom EFX
15” Avedis new beat hi-hats

Acessórios
Zildjian 5b signature sticks
remo Drum heads
LP Jam Block (vermelho – grave)
Hardware DW

Taylor Hawkins and The Coattail Riders

TAMA Starclassic Drums Maple
14’x6,5’snare
22”x18” bass drum
13”x8”tom
16”x16” floor tom
14”rototom

Zildjian Cymbals
20” K vintage ride (usado crash)
20” K custom dark ride (usaco crash)
21” Sweet ride
15” K Custom dark hats

Acessorios
Baquetas Zildjian signature
LP Jam Blok
LP Cowbell
Remo Drum heads

Discografia

Foo Fighters
- There is Nothing Left to Lose
- One by One
- Everywhere But Home
- In Your Honor
- Skin And Bones
- Summer’s End
- Live at Wembley
- Wasting Light

Taylor Hawkins and The Coattail Riders
- THTCR
- Red Light Fever

Alanis Morisset
- Head Over Feet
- You Oughta Know
- All I Really Want (live)
- Ironic
- Hand my pocket (live)

Outros
- This is a Call – Tibetan Freedom Concert
- Bryan May – Another Word (Cyborg)
- Iron and Stone – Learn to fly (foo fighters)
- Good Apollo I’m Burning Star IV – (no world for tomorrow)
- Eric Avery – Help Wanted (Phico Beddoe)

Bom no mais é isso…. Ontem [17/fev] foi aniversário dele e este post fica como homenagem por isso também.

Não deixem de ouvir o trabalho desse grande baterista de 34 anos e que com certeza ainda tem muita baqueta pra quebrar.

Abraço galera.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"Dicas" para Bumbo (parte1)

Afinando e abafando o bumbo sem matar a donoridade do tambor.

Bom galera esse é o primeiro post de uma nova série de postagens, a série: "Dicas", denhtro dela vou dar dicas para afinação, luthieria básica, limpeza, improvisação e gambiarras para situações adversas e etc.
Hoje eu vou postar uma dica com como eu faço para abafar o bumbo, quando encontro overtones (harmônicos) indesejados, porém de uma forma que não mata o som, muito pelo contrário essa "dica" potencializa as freqüências graves do seu tambor e define a nota fundamental deixando seu bumbo com um som avassalador, com muito volume e definidíssimo.

Bom vamos ao passo a passo rsrsrsr.

Vc vai precisar de:

Alguns metros de TNT (tecido não tecido) - vc compra em bazares e casas de tecido.

Fita adesiva - durex de preferência aqueles mais largos.

E se vc quiser uma parada mais profissa, pra deixar o bumbo mais bonito, alguns metros de lycra.

e tesoura sem ponta.. [kkkkk]

O processo

Primeiro vc tira a pele do tambor e deixa a borda totalmente livre, após fazer isso vc corta um ou dois pedaços(eu prefiro 2) do TNT de forma que esses pedaços sejam maior que a borda do tambor. E use o durex para fixar os TNTs no bumbo. (ilustração abaixo)



Como disse se vc quiser uma parada mais bonita, após prender o TNT ao bumbo, faça o mesmo processo com um pedaço de Lycra. E após prender a lycra, assente a pele sobre os tecidos e aí faça os procedimentos padrões de afinação, aperte todos os parafusos com a mão, sempre indo de um para o outro do outro lado do tambor. (ilustração abaixo.) após isso afine como preferir com a chavinha.

E após apertar, com um estilete e MUITO cuidado corte as sobras dos tecidos para seu bumbo não ficar cheio de pano saindo do aro...rsrsr.



Essa é a ordem de afinação. (reparem como fica bonito quando vc usa a lycra) - e com as sobras já cortadas.



Com isso vc não precisa colocar NADA dentro do bumbo, e se ainda tiver alguma sobra indesejada, repita o processo na pele de resposta, porém nessa pele eu prefiro que seja no máximo 1 "folha" de TNT e não duas.

Obs. Se vc achar que o bumbo está muito alto, (pois ele vai ficar com certeza), aí sim vc coloca um pedaço de espuma que encoste na parte inferior das peles batedeira e resposta, assim vc vai perder um pouco das freqüências graves e volume - (ilustração abaixo)

esse é meu diminuidor de volume para bumbos de 18" de profundidade. - porém faz anos que eu não uso esse tipo de abafamento, só uso os TNTs, nas peles e bumbo totalmente vazio a foto é meramente ilustrativa...rsrsrr



Bom galera espero ter ajudado façam o teste - tenho certeza absoluta que os resultados irão agradar e MUITO a todos vcs. Abraço.



perguntas estou a disposição.



ps. na pele de resposta se vc não quiser ter todo o trabalho que vc teve na batedeira.. vc pode dobrar um quadrado de TNT umas tre vezes... e fazer uma tira abafadora...conforme foto abaixo:



Abraço e até semana que vem.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Bio - Felipe Moreira o [@moreirabatera]

Bom esse é mais um resumo da minha história sendo contado numa perspectiva diferente. Vamos lá!

Baterista desde os seus 17 anos, Felipe Moreira começo a tocar profissionalmente no ano de 2005 pouco depois de ganhar seu primeiro kit de batera na banda Box punk, banda paulistana de punk rock. 
Em 2007, entrou para o BSD, banda de nu metal com influencias do metal e rap cor, e que já dividiu palco com grandes bandas do cenário underground paulista, como Paura, Unlife, Treta e Korzus.
Em 2008, entrou para O Apogeu, para assumir e gravar as bateras do segundo álbum da banda e fazer turnês por todo o Brasil. O Album produzido pelo guitarrista Deio tambasco, ganhou alguns prêmios do mercado gospel e ficou em primeiro lugar de vendas no segmento rock gospel daquele ano. A partir daí Moreira começou a acompanhar bandas como Katsbarnea, Renascer e Bom Pastor, além de acompanhar Déio Tambascoe em seu trabalho solo como side man. Nesse período começou a gravar bateria de rock e pop para os produtores Flávio Morassi, Dudu borges, Wesley Ros e Pepe Sales nos estúdios 12, sala 70 e Na Sena. No fim de 2012 Moreira deixa o Apogeu e começa a se dedicar somente a trabalhos de batera como "side man" e a seus projetos musicais Rhino e AudioProject Como side man Moreira excursionou com o Marcio Foffu, Katsbarnea, Banda Lírio, Cruz e Tambascos. Atualmente está em processo de produção e laboratótio com a Rhino e com o BSD para a gravação de dois EPs. Moreira é endorsee das marcas Prime Drums, Sonar Baquetas, Alê Bags e agora acaba de entrar para o time Istanbul Mahmet Brasil.

Atualizado em 05/2014

SetUp | Gear

Equipamento 2014 - Rhino Tour

Bateria: Prime Europe Birch G Series - Piano Black

Tom 12x09
Surdo 16x16
Bumbo 22x18

Pratos Istanbul Mehmet
14 " Samatya Full Hi Hat
18 " Samatya Crash
18 " Samatya Chyna
20 " Samatya Ping Ride

Equipamento Tour BSD

Bateria: Prime Europe Birch Especial - Tabaco Translucido   

Tom 8x7
Tom 10x8
Tom 12x9
Surdo 14x14
Surdo 16x16
Bumbo 22x18

Pratos Istanbul Mehmet 
14 " Traditional Hi Hat
18 " Samatya Crash
16 " Samatya Crash
18 " Samatya China
20 " Traditional Heavy Ride
12 | 14" Traditional splash | Samatia China Stax
16 " Traditional Fast Crash


Caixas
14x6.5" Europe Birch Special, aros Prime cast(die-cast) - Yellow Submarine
14x8" Europe Maple Special, aros Prime cast (die-cast) - Tabaco Translúcido
14x5,5" Prime Universe Aluminium 5mm, aros Power Hoop - Full Black
12x6" Prime Universe Iron 1,5mm, aros die-cast - Bronze Vintage


Hardware
Prime Série 8000, incluindo estantes, máquina de chimbal e tom holders
Pedal Pearl 2002c Power Shifter Eliminator

Peles
Remo Emperror ou Ambassador ambas clear na batedeira dos tons e surdos,
Ambassador clear na resposta.
Ambassador coated nas batedeiras das caixas,
Ambassador snare side na resposta.
Powerstroke 3 no bumbo

[As veses “ambassador coated” nos tons – e “Ambassador x” na caixa]


BaquetasSonar Signature Felipe Moreira [uma baqueta padrão 5b e a outra no mesmo padrão sem ponta]
Regal tip mallet[Para efeitos]
Rods Regal tip
Vassorinha Regal Tip


atualizado dia  05/2014
em breve fotos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

[PROMOÇÃO] @moreirabatera MEGAKIT =]

Parabéns aos vencedores da promoção.

@ddrummer_

@guilhermenonnes




Galera, eu junto com meus patrocinadores, estou organizando um sorteio de dois kits especiais contendo:

1. Camiseta Prime Meinl
1. Boné Prime
1. Par de baquetas sonar Felipe Moreira

1. chaveiro porta chavinha de afinação Made in Brazil
1. Evans AF Patch - Kevlar Single Pedal 2 unidades (p/ o 1º ganhador) (made in brazil)
1. Evans EQ Patch - Plastic Single Pedal 2 unidades (p/ o 2º ganhador) (made in brazil)

+ adesivos, CD's e brindes =]

pra participar é fácil - vc me segue no twitter no @moreirabatera = http://twitter.com/moreirabatera - e twitta a seguinte frase:



Eu quero um megakit do @moreirabatera baterista do @apogeu @primedrums #sonarbaquetas e @mademusicstore


o sorteio será entre o final de janeiro e início de fevereiro.. depois posto a data certinha.

Atualizado - 07.fev.2011

lista dos participantes (click para ampliar)






participem
abraço.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

[NEWS] Novo Endorsement - Prime Drums. + Review | Europe Birch Special Séries

Como muitos já sabem eu desde outubro deste ao, estou com uma parceria endorsement com a empresa Prime Music, empresa essa que trabalha unica e exclusivamente com percussão. A empresa que além de possuir uma marca de baterias própria a Prime Drums, também é responsável pela importação de importantes marcas do mercado percussívo mundial como:

Meinl Cymbals;
Premier Drums;
Meinl Percussion;
Ahead drumsticks;
regal tip drumsticks e
Premier marching drums.

E é com essa nova gigante do mercado, que acreditou no meu trabalho que firmei uma parceria endorsement.



Bom, nessa parceria eu pude escolher qualquer batera Prime, e eu escolhi a Europe Birch Special Series.



A Europe Birch Special Series é um dos modelos da série Europe da prime, modelo top de linha com madeiramento que eu a muito tempo venho utilizando e que confesso ser o meu preferido para tambores em geral o Birch. A batera é fabricada na china e hoje conta com os mais elevados padrões de qualidade exigidos pela Prime.

Principais Detalhes

O Kit é construída com 4 folhas de Birch que proporciona frequências altas, bem definidas além das médias e baixas controladas que resultam em um som mais explosivo com muito "Atack" e volume. Todos os tons e surdos da série Europe são equipados com os Aros Prime Hoop de 2,3 mm. Bumbo possui aro de madeira com 10 afinadores e canoas die-cast que auxiliam o processo de afinação do mesmo, distribuindo de uma forma melhor a tensão entre os parafusos. A caixa que acompanha o kit em madeira com 4 folhas de Birch e com 10 afinadores é equipada com aros "Prime Cast" (die-cast), que suportam maior pressão e tem um visual imponente

Em todos os modelos Europe a prime disponibiliza a seguinte configuração. Tons 8x7, 10x8 e 12x9; Surdos 14x14 e 16x16 ambos de chão; Bumbo 22x18 e Caixa 14x6,5. Em todos os modelos acompanham ferragens da série 8000 contendo: 1 estante de prato reta (C-8000), 1 girafa (CB-8000), 1 pedal single (P-8000), 1 máquina de hihat (H-8000), 1 estante de caixa (S-8000) e 1 banco com acento selim (DT-8000) .

As peles que acompanham as baterias Prime são todas Remo fabricadas na china sendo: Pinstripe para os tambores e Ambassador para a caixa Na resposta de todos os tons as peles são de filme único de menor espessura, no padrão Remo Diplomat.
Os cascos 100% Birch, possuem belos veios, fibras e excelente textura, Com isso a Prime pode explorar ao máximo os acabamentos com fundo transparente, expondo ainda mais os belos veios e textura natural do madeiramento. O meu Kit é um Tabaco Translúcido (WBN) e pode ser admirado (rsrrs) nas fotos abaixo[em breve]. Num ultimo momento vale ressaltar a beleza das canoas, sistema de suspensão, pés de bumbo e surdos, os respiros e a linda Badge com a marca e modelo da batear, tudo muito bem acabado e com ótimo cromo, dos novos lotes Prime.

Madeira e Casco

Aqui é mais um opinião pessoal de um batera a que por muito tempo usou o mais top do Birch. Para explicar um pouco sobre os cascos da minha Europe, segui o meu ouvido e experiência adquirida com a prática e o uso de várias bateras em Birch. O casco Prime possui 4 folhas e aproximadamente 6mm, em tese (rsrs) quanto mais fino o casco, mais grave e ressonante ele será. Nessa batera temos uma combinação muito agradável, uma madeira que tem como características principais o foco, o ataque e as frequências altas e cascos mais finos que como disse tendem a ser mais graves, por isso como sempre afirmei essa batera me surpreendeu muito com um som pronto, e muito bem equalizado, que atende muito bem o gosto de qualquer batera em qualquer estilo, bastando somente o cara conhecer de peles e afinação do estilo que ele curte. Eu "fãnzasso" que sou da Remo, nem troquei as peles que vieram na batera e estou usando-as conforme vieram, precisei afiná-las apenas 1 vez , e de palco para palco faço apenas pequenos ajustes.
Quanto a combinação de medidas, acho que dispensa comentários a batera vem com tambor pra tudo que é gosto e estilo de musica.

Tambores.

No geral com o madeiramento em Birch conseguimos ótimos e cortantes agudos, um belo e definido grave e relativamente pouca freqüência média, o que dá uma "limpada" geral no som diminuindo ainda mais os eventuais overtones (ou harmônicos indesejáveis), e dando destaque para os harmônicos desejáveis e ressonância real do tambor. Todos estavam muito bem acabados, e só dei uma pequena lixanda em duas ou tres bordas, por puro pereccionismo meu.

Tons

Os tons de 8, 10, 12 são um time formidável que casam muito bem entre si. Acredito que por conta da pele de qualidade que acompanha o kit, o mesmo já tem de fábrica um som como um todo pronto com maciez e mais simples de afinar, e muito ressonante, porém com poucos harmônicos e "overtones", mas com uma subida simples na afinação você consegue "ganhar" harmônicos muito agradáveis nos tambores menores. No tom de 8" foi o tambor onde encontrei o menor número de pontos doces na afinação, nele consegui bons agudos, porém nas afinações mais baixas ele acaba perdendo o volume e brilho no meio de um kit com som tão belo, porém nas altas afinações o som é realmente maravilhoso; no tom de 10" (o que eu mais gostei) encontrei o maior numero de pontos doces, consegui chegar em afinações muito baixas e nas mais altas com volume e punch na medida do que buscava, sem muita dificuldade, basta trabalhar bem ambas as peles (batedeira e resposta) e consegue-se tirar um som TOP em várias afinações; o tom de 12" assim como o de 10" tem muitos pontos doces, porém as sobras crescem muito também, havendo a necessidade de abafar com mungel ou fita, em determinadas afinações porém ele também responde bem tanto em altas como em baixas afinações sem perder definição o que me impressionou muito.

Surdos

Os surdos soaram com ótima definição, com um grave poderoso porém muito macio, sem sobras demasiadas; o que eu adorei (rsrsr), com um muito volume e presença, oferecendo ao batera desde um final poderoso pra suas vidas até uma crescente de final de musica grave e pesada. Tanto no surdo de 14" quanto no de 16" encontrei diversos pontos doces na afinação o que é muito bom, pois tornam esses tambores muito versáteis, podendo ser afinados altos ou baixos com qualidade sonora TOP, novamente sem perder definição o que é impressionante, pois mesmo na mais grave afinação consegue-se sentir a nota fundamental do tambor soar mesmo em meio a um verdadeiro terremoto quando os dois são tocados(rsrs).


Bumbo

Chegamos onde eu queria, esse é um dos maiores pontos fortes nessa batera, um verdadeiro canhão, no teste usei somente a pele batedeira abafada com duas folhas de TNT como expliquei na sessão de afinação aqui do fórum, sem nenhuma almofada ou outro tipo de abafamento, assim como a pele frontal também sem nada e sem furo. Após afinar, sentei e coloquei o pedal no bumbo toquei sem mecher em nada mais na afinação o som já estava perfeito, com um grave profundo, sem overtones, usei o lado de plástico do batedor o que proporcionou um kick muito definido seguido desse grave maravilhoso, após uma sessãozinha de toques duplos e pedaladas, comecei a mudar a afinação para mais grave e mais aguda, e sempre encontrei pontos doces em vários tipos de afinação, passando de um bumbo jazz, com muita sobra e ressonância, até um bumbo Metal, bem "kickado" e definido, porém sempre com um grave TOP, que me agradou muito; pois, como roqueiro que sou, um bumbo grave é sempre bem vindo..rs..
Depois coloquei um pequeno pedaço de espuma que encostou em ambas as peles dentro do bumbo, e pronto, dei uma controlada no volume e sobras e achei um perfeito bumbo para funk, R&B e Pop, poderosíssimo porém mais controlado, mudei o lado do batedor para o de feltro, e tive um ganho absurdo de volume sem perder a definição. E isso também me impressionou.

POSSO AFIRMAR QUE DO AGUDO AO GRAVE, DO SAMBA AO METAL QUALQUER BATERA ESTARÁ MUITO BEM SERVIDO COM UMA EUROPE BIRCH, SEM DEMAGOGIA, É UM INSTRUMENTO IMPRESSIONANTE.

Caixa

A caixa também em Birch de 14x6,5 possui casco fino, aros "die-cast" e 10 afinações. O som é muito bonito, com ótimo volume e uma sensibilidade surpreendente no som de esteira. O rimshot é bem cortante, aberto, porém você sente o corpo do tambor soar também é muito bonito como disse antes, possui alguns "overtones" que podem ou não incomodar; (vai do gosto, porém fita resolve...rs). Ela responde muito bem em afinações graves, porém é nas altas que ela mostra a que veio. Ainda assim, fiz uma pequena alteração no aro inferior, colocando um aro "Power Woop", e agora sim tive o som de uma senhora caixa pra roqueiro...rs.. sério algo muito "Hard Rock" e "Grunge" uma caixa com muito corpo e muita sensibilidade de esteira algo impressionante. Vale a pena o teste.

Ainda na caixa, o principal ponto forte na minha modesta opinião é o "rimshot" que a caixa possui, soa brilhante, cheio, explosivo e com boa definição, extra-série. O "sidestick" (som de aro) também não fica pra traz e é muito definido com ótimo volume. E essa minha caixa ainda é com os antigos aros tão "criticados por alguns" aqui no fórum, outro ponto forte é o acionamento do automático que é preciso, macio, e passa muita segurança. Em breve posto um vídeo.

Ferragens

O kit de ferragens foi descrito no início do post, agora vou falar de forma mais genérica sobre cada uma na prática.


A Máquina de Chimbal H 8000 Essa segue a tendência atual das estantes com dois pés, o que facilita o posicionamento da mesma quando tocada com dois bumbos, ou o posicionamento do segundo pedal quando tocamos com pedal duplo. As pernas são duplas e a ferragem como um todo é muito robusta. A sapata não possui base fixa, porem é fixada a máquina por um garfo e parafusos de afinação, tornando quase impossível que se separem. O ajuste de tensão permite acertarmos o peso da pisada em diversas tensões. A presilha segue um padrão top, funciona bem, e é compatível com a maioria das estantes do mercado. Possui memória de altura e regulagem do ângulo do prato, e o mais legal pra mim, é extremamente leve, rápida e silenciosa.

O Pedal P-8000, Um pedal que está a frente de seus concorrentes e se destaca por um bom preço, seguindo de perto as tendências do mercado TOP, É bonito, porém muito mais robusto do que belo, todo feito em metal, possui batedor com duas faces (feltro e plástico). Tem ajustes simples, porém o necessário para oferecer ao batera total liberdade de regulagem, o que o torna ainda mais robusto, e mesmo assim consegue ser macio, ter pegada e uma boa resposta. Fiz alguns ajustes e encontrei reais possibilidade de se trabalhar, tanto em regulagens mais duras quanto as regulagens macias. Não vou citar outras marcas, porém volto a afirmar, que nos pedais que podem se enquadrar como concorrentes desse pedal ele está a frente, em beleza e funcionalidade, sem contar matéria prima.

As Estantes de prato Reta C-8000 e Girafa CB-8000, Seguem o padrão top de linha de qualquer marca, pés duplos, dois estágios de altura, memórias em todos os cantos rsrsr, além de um visual top e muito bonito. Seu acabamento e detalhes, não ficam atrás de nenhuma estante em sua categoria, e sua funcionalidade está num mesmo nível se não superior. Ambas são muito funcionais robustas e o principal pra mim leves. Pois hoje a maioria das estantes são muito pesadas, e isso é meio ruim pra quem está sempre na estrada. As memórias e as borboletas de travamento simples e bonitas, dão um aspecto de estante Top e clássica. As pernas abrem muito bem, e se mantém muito robustas mesmo com dois tons e um prato usados nela. Os feltros seguem um padrão top e a estante Girafa funciona como reta também, o que facilita muito no posicionamento e transporte.

O Banco DT-8000, esse não é apenas um diferencial, mas um ponto muito forte nesse kit, pois é um banco nível top, acento selim, regulagem de altura com rosca e memória, pés duplos e tudo mais. Banco como disse nível top, com robustez absurda e conforto no mesmo nível. Não fica atrás de nenhum componente desse kit, que está num nível muito superior das ferragens do mesmo nível no mercado.

A Estante de Caixa S-8000 Possuí pernas duplas, memória de altura e firmes pés de borracha, é leve e muito robusta. Com a caixa do kit ou qualquer outra o conforto enquanto se toca é impressionante; acredito que isso é devido ao ajuste "ball" (esfera) que essa estante possui permitindo ajustes em vários ângulos, e seu designe permite facilmente ajustar qualquer ponto de ajuste com facilidade.

Pontos Fracos X Pontos Fortes

Pontos fortes:
O maior ponto forte é o Som dessa batera - volume, definição, corpo... [TOP]
Acabamento externo dos tambores [alto nível muito bonito];
Configuração 3 tons 2 surdos [ vai do agudo ao grave e atende a qualquer gosto musical];
caixa com 6,5 de profundidade, aro die cast e 10 afinações [pra mim a medida 14 x6,5 é de longe a mais versátil];
Garras de bumbo die cast, pés telescópio, aros de madeira com acabaento nível top e 10 afinadores.
Estante de prato reta e girafa série 8000 - estantes com o MELHOR custo benefício disparado.

Pontos fracos
Eu achei a estante de caixa muito alta, e tive problemas com altura com caixas mais profundas;
o acabamento dde algumas bordas estavam um pouco asperos no tom de 8" e surdo de 14";
Maquina de hihat, ela é muito robusta, porém um pouco pesada(a pisada);
A esteira da caixa, não me agradou [ o som dela] - sempre usei Pearl TOP o ouvido sé curte pearl e puresound...rs
peles de resposta, são peles muito simples [sem marca] como as que vem em toda batera intermediária.[na época que escrevi o review ela estava com as de fábrica, porém, hj troquei todas por emperror e o ganho no som foi impressionante - o som que jah era bom ficou muito melhor com mais corpo]
A presilha do hi hat, ela é baseada na gibraltar mais top, ela é nota 10 nas prime, pois ela não é compatível com outras estantes.

Vamos as Fotos.




















um abraço a todos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Influências (parte3) Jean e Morgan

Neste post vou falar de duas influências mais atuais que estão mudando um pouco minha maneira de pensar quando estou tocando batera. São eles Morgan Rose e Jean Dolabella. Apesar desses dois monstros da bateria atual serem bateras de bandas extremamente pesadas não é exatamente o peso que eles conseguem dar a musica que me impressionam ou me influenciam, mas sim a musicalidade e naturalidade com a qual esses caras conseguem fazer esse peso todo soar tão limpo quanto a batera de um musico de Jazz.

Bom vou falar primeiro do Morgan Rose, batera da banda SevenDust, esse cara pra mim é um dos melhores bateras no rock atual, além de ter uma pegada avassaladora ele consegue usar padrões diferentes com musicalidade e precisão impressionantes, pense numa contagem mais simples no chimbal com o resto da batera soando com o mais complexo groove tocado com muito peso... pronto esse é Morgan Rose. Sem contar que o Sevendust não seria o mesmo sem os vocais rasgados que esse batera tem na maioria das musicas onde divide o vocal com o Lajon Witherspoon.

Como é o som do cara?





O kit
Rose é endorsse da Pearl e Zildjian, e mostra que tem bom gosto na escolha de seus quipos, com a Pearl o cara tem uma caixa assinada, com medidas, 14x5 feita em aço(Steel) com 1mm de espeçura, e esteira de 42 fios SN 1442 I, e o automático mais rock de todos o SR-17 uma verdadeira lapada nos ouvidos. No mas:






Pearl Masterworks Series

Batera — Black Sparkle Finish todos os cascos com 6-folhas, 2 internas de Maple/4 externas de Mahogany

10x9" Tom
12x10" Tom
14x14" Floor Tom
16x16" Floor Tom
20x18" Bass Drum
14x5" Snare or 14x5" Ultra Cast snare drum
10x6" Snare (additional)
8x6" Concert Tom
8x8" Concert Tom

Cymbals — Zildjian

14" A Quick Beat Hi-Hats
22" A Ping Ride Ride
20" Z Custom Medium Crash
19" Z Custom Rock Crash
18" Z Custom Medium Crash
19" K Custom Hybrid China
14" K Mini China
11" K Custom Hybrid Splash
9" K Custom Hybrid Splash
9.5" Zil-Bel
6" Zil-Bel

Hardware — Pearl
B1000 Boom Cymbal Stand (x9)
C1000 Straight Cymbal Stand (x2)
T2000 Double Tom Stand (x2)
TC1000 Tom/Cymbal Stand (x4)
H1000 Hi-Hat Stand
S2000 Snare Stand
P2002C Double Pedal
CLH1000 Closed Hi-Hat
D2000 Throne
PPS37 perc. holder (x4)


Jean Dorabella (Orgulho Nacional..rs)

Brincadeiras a parte Jean Dorabella pode mesmo ser considerado um orgulho a bateria nacional, assim como João Barone, Kiko Freitas, Vera Figueredo e tantos outros bateras que são respeitadíssimos no mundo todo e mostram o orgulho de serem brasileiros e tocar como tal.



Apesar da prejeção atual desse batera após sua entrada para o Sepultura, eu já admirava seu trabalho desde a época de Udora, banda de rock mineira onde Jean “começou” sua carreira, Jean é um exemplo pra mim não só quando está tocando, mas toda sua trajetória me inspira, pois o cara escolheu a Musica e correu atrás do que quis, foi estudar Fora, se formou como Musico, deu aulas lá fora, acreditou no som que fazia, “mesmo não colhendo” frutos (como os que colhe hoje), deu muito murro em ponta de faca, tocou de tudo e com muita gente até chegar em seu trampo com alguns eis integrantes de bandas como Raimundos, CBJR e Iron Maiden o Rockfellas. De lá para o Sepultura foi questão de tempo. E cá pra nós o cara caiu como uma luva no Sepultura...rs porém ainda não é aqui que quero chegar, vou um pouco mais a frente no Indireto, projeto paralelo que o Jean tem com o guitarrista Augusto Nogueira. Nesse trampo Jean Dolabella mudou tudo que imaginei que o cara conseguiria fazer com uma batera, as musicas do Indireto são ousadas, com a batera na frente e um batera pegando fogo enquanto toca, frases e drags poderosas muitos flams e viradas sobre um groove consistente e poderoso. Minha esposa quando ouviu disse “que som é esse – é tipo um Power lounge” e hoje concordo com ela, o CD do Indireto é perfeito para tocar nas festas que gosto de fazer ou de estar. No mas:






ps. esse o som está mais baixo


O kit:
Assim como Rose, o Jean também é um Pearl/Zildjian e mais que o rose esse cara sabe montar setups impressionantes e de muito bom gosto, com prataria que sempre casa muito bem entre si e com o som da batera e banda, independente do estilo de musica que ele esteja tocando.





Pearl Masters Series

Batera — Piano Black Finish
8x7” Ton
12x10" Ton
13x11" Ton
16x16" Floor Ton (2x)
18x18” Floor ton
22x18" Bass Drum (2X)
14x6" Snare – porém ele troca mais de caixa do que tudo..rs

Cymbals — Zildjian

14" A Quick Beat Hi-Hats
21" Z Custom Mega Bel Ride
19" A Custom Rock Crash
18" A Custom Medium Crash
18" Oriental China
18" Z Custom Medium Crash
16" K Custom China
9.5" Zil-Bel

Hardware — Pearl


Discografia

Morgan Rose
Com o Sevendust
Sevendust (1997)
Home (1999)
Animosity (2001)
Seasons (2003)
Next (2005)
Alpha (2007)
Chapter VII: Hope and Sorrow (2008)
Cold Day Memory (2010)
Com o Iron Steel
Devil May Care EP (2008)

Jean Dolabella
Com o Diesel
- Diesel (2000)
Com o Udora
- Liberty Square (2005)
Com o Andreas Kisser
- Hubris I & II (2009)
Com o Sepultura
- A-Lex (2009)
Com o Indireto
- Indireto (2010)

Até o próximo post.