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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mas com quantas madeiras se faz uma batera?? Parte 2

Bom sei que a semana citada no fim da primeira parte desse post demorou MUITO...rs,.. porém ela chegou... como sempre reuni informações na net a acrescentei um pouco dos meus conhecimentos e experiência com cada madeira, e de forma bem genérica aí estão alguns pontos e características sonoras de mais alguns tipos de madeiras.


TECA
Vou começar com a Teca, madeira “descoberta” pela odery, que além de ter um apelo visual incrível e ser extremamente nobre, em termos sonoros ela é diferente de quase tudo que já ouvimos, e tem extrema qualidade melódica, possuí ótimo timbre, ressonância e projeção.

BEECH

O Beech é exatamente o meio termo entre o Maple e Birch, o Beech possui um pouco da “sobra” e sensação de volume do Maple assim como um pouco da definição “limpeza” do Birch; uma madeira extraordinária, na minha opinião ótima para uma batera de gigs variadas.

OAK

O Oak possui boa dureza, densidade menor que o Maple e maior que o Birch, a sua dureza nos proporciona um bom volume, boa definição de notas, o Oak também é uma madeira bem equilibrada em todas as freqüências, com menos médio do que grave e agudo, uma madeira que eu acho perfeita para caixas... pois torna essa peça muito sensível e com ótimo volume.

ASH

O Ash é uma madeira dura, densa, pesada, porosa, e de som estridente. É muito rica em agudos. Com isso proporciona um som muito focado ao tambor, mantendo a nota fundamental do mesmo muito evidente. Porém eu acho interessante essa madeira em um tambor híbrido, pois a falta de grave nela faz muita falta na ressonância do tambor.

IMBUIA

Madeira que possui uma aparência bem exótica, linda, com densidade e dureza parecida com o Birch, porém com uma prevalência maior de grave, na minha opinião ela é um Birch mais em conta, com mais corpo e com visual mais legal para uma batera com acabamento natural. Porém menos nobre.

BASSWOOD

Uma madeira muito leve, Tem ataque moderado e Sustain incrível.
Resolução sonora perfeita, ótima para bateras iniciantes tem muito volumes, assim
Não é a madeira ruim que muitos pensam ser, o problema é que existe muito compensado de Basswood assim confundindo os menos entendidos.
É uma madeira bastante macia, leve e de fácil reflorestamento, por isso ela tem um bom custo beneficio, assim você pode comprar uma boa madeira com menos dinheiro, barateando muito a produção do instrumento.

POPLAR

Madeira extremamente barata e leve, é uma madeira com pouca"influencia timbristica” o que explica o porque de ser usada em mistura com madeiras mais nobre, ela deixa o casco mais firme, alterando pouco o som da baixa porcentagem da madeira nobre usada. Muito usada para bateras iniciantes, e em marcas chinesas. Não é uma madeira ruim também porém por estar sempre em bateras ruins a maioria tem grande preconceito.

Purple heart

Purple Heart É uma madeira mais "equilibrada" tem um bom som equalizado em todas as faixas de frequência, sem evidenciar muito uma ou outra frequencia, possuí harmônicos controlados e um dos mais belos apelos visuais que já vi. Uma batera produzida em Purple Heart, pode ser encerada, natural laqueada.. que com certeza será linda.
Na minha opinião é uma outra madeira que é uma ótima e singular escolha para confecção de caixas.


Bom, por enquanto é isso. no próximo post inalgurarei uma nova sessão, então fiquem ligado.

Gostaria de agradecer e indicar alguns sites e referencias, nos quais eu sempre estou acompanhando e pesquisando.

bateraclube e Ricardo Goedert
Revista Batera
Odery
RMV
Maxter


até a próxima

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mas com quantas madeiras se faz uma batera?? Parte1

Como a maioria sabe, eu sou um cara que realmente estuda muito sobre bateria, e a infinidade de nomes de madeiras que encontro em sites, revistas e artigos me levaram a criar esse blog. A algum tempo atrás..rs eu postei alguns textos sobre as madeiras que formam o que alguns bateras chamam de trindade das madeiras no mundo da bateria (maple, birch e mogno africano), nelas me aprofundei o máximo para apresenta-las, sendo que para cada uma fiz um post inteiro para termos as mesmas como base no conhecimento das madeiras.” Dê uma olhada nos arquivos do blog.”

Nesse post vou apresentar outras madeiras que são usadas para confeccionar baterias, algumas são plantadas no solo sagrado do Brasil e outras madeiras não tão usadas como as trindade, porém que tem sua particularidade sonora e também é usada para fazer tambores.

Copaíba

A Copaíba é uma madeira brasileira, nativa e exótica. A característica sonora é o perfeito equilíbrio entre Graves e Agudos. A sua alta densidade proporciona um excelente volume, ataque e projeção, extremamente versátil, atendendo dos shows de Rock ao vivo às gravações em estúdio, aonde a dinâmica e definição devem prevalecer.
Quando se toca um tambor construído em Copaíba, sentimos de cara uma respostas precisa com sonoridade encorpada, é a madeira perfeita para um kit de aplicação profissional e versátil que com certeza conta também com notas firmes, consistentes e definidas e na maioria das vezes com um preço acessível.
Outras Madeiras.

Araucária

Ou Pinho Araucária é uma madeira de sonoridade rica e dinâmica ela é mais brilhante, tem melhor definição e sensibilidade aos toques mais baixos, e ainda tem um visual rico em belos veios.
A araucária deve ter seu manejo sustentável, legalizado e proveniente de madeira de reflorestamento, uma vez que a araucária é considerada rara, e sofre hoje com ameaça de extinção. Seu corte se dá com idade acima de 40 anos de idade o que se traduz em uma madeira madura e perfeitamente pronta para servir com maestria sua função de bela sonoridade.
Com os veios longos, discretos e cor clara, seu apelo visual é incrivelmente fino e clássico e sua sonoridade é pura, cristalina e marcante.

Bapeva

Uma madeira extremamente dura e densa, sem paralelo com qualquer outro tipo de madeira até hoje utilizada para a fabricação de baterias. Estas características fazem com que a Bapeva tenha uma personalidade própria quando comparada com os instrumentos feitos com as madeiras tradicionais utilizadas em tambores. Quanto mais alta a densidade da madeira no tambor, mais profunda será a sua ressonância, resultando num timbre cheio e com equilíbrio entre as freqüências fundamentais. Porém, nem todas as madeiras densas podem ser utilizadas com sucesso na construção de um tambor já que a dureza é um outro fator essencial tanto estruturalmente quanto na definição da sonoridade. O ataque e o volume final serão maiores e mais agressivos quanto maior for a rigidez da madeira. Poucas madeiras são tão perfeitas para a construção de um tambor quanto a Bapeva.


Bubinga

A Bubinga é uma madeira de origem africana, possui mais de 50% de dureza em relação ao Maple e Birch, sendo também mais densa que o Maple. A característica da Bubinga é a alta freqüência de grave, razoável quantidade de médio e mais presença de agudo do que médio. Ao tocarmos estes tambores logo, sentimos um equilíbrio sonoro tão grande que surpreende qualquer um, é incrível como tudo soa cheio, limpo, muito definido e pesado. Um kit em Bubinga me lembra um pouco o equilíbrio e clareza do Birch, porém com um ganho bem maior de grave, ressonância e volume. Tudo o que se toca aparece limpo, bem nítido e definido. A aparência da madeira é algo espetacular, há nela um desenho incrível, rústico, cheio de belos veios e sua textura é linda.

CEDRO


Não encontrei muito sobre essa madeira, mas liguei para meu brother "Fuca Gomes" um grande luthier, e dono da marca Maxter e ele me disse o seguinte: "Ele é uma madeira exótica da família de madeiras vermelhas, senelhante ao MAHOGANI e BUBINGA. São madeiras mais graves com o som aveludado, melodioso."
E então acredito que ele voltou a tentar vender algo para algum cliente que estivésse em sua loja(rs)

MARFIM

O BRAZILIAN MAPLE tambores produzidos em 100% MARFIM, madeira nobre brasileira, que é clara e muito bonita com veios bem acentuados que realçam o tambor como uma obra de arte. A sonoridade fica entre o MAPLE e o BIRCH, tem como características o Ataque e ressonância do MAPLE e o timbre equalizado do BIRCH; possui um som quente e pronto.

Bom como texto ficou muito extenso, vou ficando por aqui e prometo que na semana que vem, posto mais madeiras...(ash, poplar, teca, Imbuia, basswood, oak, pinho, beech e outras).

Vlw galera gostaria de agradece a participação do Fuca.
E colocar algumas referências, segue:
bateraclube e Ricardo Goedert
Revista Batera
Odery
RMV
Maxter

boas batucadas.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Madeiras (parte 3) – O imponente Mogno Africano (African Mahogany)

O Mogno Africano é uma madeira extremamente grave, Há pouquíssima presença de freqüências agudas e uma presença razoavelmente baixa de médios.
O Som do Mogno Africano é extremamente pesado, cheio, com um punch incrível, e nos tambores maiores a sensação é de se estar tocando em um canhão.
A densidade do Mogno Africano está entre o Maple e o Birch, tendo uma boa projeção e um volume muito bom também.
Devido a extinção dessa madeira, o preço de baterias com esse material é muito alto. O mogno produz um som com pouco sustain e como já sitado muito punch e volume.
Fala-se nele logo se vê na mente o kit imponente da série da Pearl a MasterWorks Mohogany

novamente um gráfico retirado do site da Pearl sobre a sonoridade da madeira.



Na minha opinião o mogno é uma das madeiras mais lindas e exóticas que existe, além de sua tonalidade escura, seus veios tem formas únicas o que a tornam uma bateria que na minha opinião tem de ter um acabamento natural mostrando esses belos veios e com certeza derrubando queixos com seu requinte e luxo extra-série.

Sem mais delongas se os seus requisitos são “graves” e “punch” em baixas frenquências com maravilhosos médios suaves o mogno é a madeira que procura, pois se diferencia das outras por esse corpo único.

IMPORTANTE.

Não caia nos golpes de marketing, quando vir o nome mogno em uma bateria, nunca confunda o Mogno africano com o Mogno filipino (Filipo Mohogany), que é uma madeira bastante porosa, de baixa densidade que produz um som grave e seco muito utilizada em baterias para iniciantes e intermediárias importadas e é também bastante usada em misturas com outras madeiras como nas baterias Mapex Saturn, Pearl SRX e Yamaha Stage Custom.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Madeiras (parte 2) - BIRCH a madeira Mixada:

Continuando minhas pesquisas sobre madeiras, descobri que para 7 em cada 10 técnicos e engenheiros de som, o Birch é a madeira dos sonhos. Pois, por ter uma baixa freqüência de médios, o som do Birch soa de maneira muito equilibrada, limpa, com uma definição incomparável e um timbre mais redondo e “dócil”.
Por ser uma madeira com a nota fundamental mais definida é a mais usada em estúdios, devido ao seu timbre naturalmente equalizado e características como um som bem seco, pouco ressonante e com um ótimo "quick". É muito fácil de se tirar agudos cavernosos do Birch, pois é uma madeira menos dura e densa, e isto a deixa com um ataque e uma projeção mais controlada. Um fator que reforça esse detalhe é a baixa incidência das freqüências médias permitindo-nos dizer que conseguimos um som mais “filtrado”.
O Birch é uma madeira sempre aconselhada para se trabalhar de forma microfonada (tanto em estúdio como ao vivo), pois em ambientes maiores e sem microfonação adequada as “sobras” fazem falta, principalmente para sons mais pesados. Ela é uma madeira para quem usa e abusa das notas.
Quando se fala em Birch logo nos vem a memória o equalizado som das baterias YAMAHA 9000, Pearl Masters BMP Premium BIRCH e Premier Genista, onde com certeza é evidente a grande presença dos agudos, pouca incidência dos médios e uma quantidade razoável dos grave.

Abaixo um gráfico retirado do site da Pearl sobre a sonoridade da madeira.



O Birch também é uma madeira clara com veios singulares, que formam desenhos arqueados, o que a tornam uma madeira de extremo requinte para acabamentos naturais, laqueados e encerados, atreavés desse desenho inconfundível.

Portanto, se você é uma batera, extremamente técnico que busca limpar o seu som, e o de suas viradas, deixando o seu som mais definido, porém não abre mão de um kit com beleza e chamativo, o Birch é o que faltava no seu som.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Madeiras (parte 1) O Maple nas baterias!

Com base em pesquisas e experiência, na minha opinião, o verdadeiro som do mais puro Maple consiste em, muito volume, ressonância e sustein prolongados, bastante dinâmica com forte incidência de frequências graves e médias. Ela é a madeira mais amada entre a grande maioria dos bateristas, 7 em 10 na minha opinião (rs). Pois é um fato que os tambores confeccionados com ela são extremamente competentes para um bom som de tambor. O Maple tem uma boa densidade e dureza, isso faz com que o tambor tenha um excelente ataque, projeção e volume. Os médios e agudos são bem equilibrados e o grave está mais presente. Esse certo equilíbrio das 3 freqüências lhe proporcionam um som de tambor cheio, pesado, grave, com bastante ressonância, um decay mais longo e uma projeção excelente. O Maple sempre tem aquela sobra especial, aquele sustein mais longo.
A nota fundamental no Maple é menos definida que em outras madeiras, porém como já disse ganhamos muito em ressonância, principalmente em cascos mais finos.
Quando se pensa em um tambor que caracteriza o "verdadeiro som do Maple", logo nos vêm à cabeça baterias como Gretsch USA Custom, DW Collectors e Tama Starclassic Maple nestes modelos de baterias conseguimos encontrar o "verdadeiro som do Maple".

Abaixo um gráfico retirado do site da Pearl sobre a sonoridade da madeira.




Como podemos perceber também, o maple é uma madeira clara com veios lindos, o que a tornam também uma madeira atraente, luxuosa e clássica para acabamentos naturais laqueados e encerados.

Portanto se você deseja requinte, beleza e um som potente e muito ressonante o maple é uma boa pedida pra você. Porém é importante dizer que não adianta comprar uma batera apenas pelo nome maple em sua publicidade, pois uma bateria mal feita, mal acabada com madeira mal selecionada, pode se 100% maple, que não vai dar som nenhum, então vá pela escolha do som que cabe no seu bolso e faz a sua cabeça e não por publicidade enganosa.

Então é isso galera até a próxima.