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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Influências (parte 1) - Jonh Bonham

Bom galera estou inaugurado uma nova sessão aqui no blog, onde eu vou falar um pouco dos bateras que admiro, que me influenciam ou que já acrescentaram algum conhecimento/técnica a minha maneira de tocar (falar com foco em bateria, não vou falar da vida, gostos e etc. Vou falar do kit, trampos e esse tipo de coisas). Pra iniciar já com tudo vai O CARA, que pra mim é o MASTER BLASTER SUPER MEGA ADVANCED ³ MESTRE DA BATERIA. O já falecido porém inigualável JONH BONHAM, maior influencia na bateria, na minha opinião o melhor baterista de todos os tempos.

Bonham não influencia apenas por suas habilidades e técnica, mas por tudo o que ele apresentava na batera, composições, musicalidade, performance, pegada e composições, o cara era um baterista MUITO a frente do seu tempo, assim como todos os músicos que completavam sua banda o LED ZEPPELIN. Bom as imagens e sons falam muito mais do que palavras.







O Kit.

Basicamente o Bonham usou sempre as mesmas medidas, pratos e caixa, na maior parte de sua carreira ele foi endorsee da Ludwig, porém antes dessa parceria se firmar ele usava uma Premier. Na Ludwig, ele usou diversos kits diferentes porém com a configuração muito parecida, mas podemos destacar 4 kits que aparentemente ele curtia mais o Vistalite âmbar em acrílico, o Green Sparkle o Stainless Steel e o natural esses todos em maple.






As configurações que ele usou foram essas.

Studio and Tour Kit (1969–1970)
• 14x12" Tom (montado em estante de caixa)
• 16x16" Floor Tom
• 18x16" Floor Tom
• 26x14" Bass Drum

Studio and Tour Kit (1970–1973)
Ludwig Green Sparkle – Ludwig Stainless Steel

• 14x10" x 15x12 Tom
• 16x16" Floor Tom
• 18x16" Floor Tom
• 26x14" Bass Drum
• 14x6.5" Ludwig Chrome Supraphonic 402 Snare
• 29" Machine Tímpano (1972+)
• 29" 32" Universal Tímpano (1972+)

"The Song Remains The Same" Kit (1973–1975)
Ludwig Amber Vistalite

• 14"x10" Tom
• 16x16" Floor Tom
• 18x16" Floor Tom
• 20x16" Floor Tom
• 26x14" Bass Drum
• 14x6.5" Ludwig Chrome Supraphonic 402 Snare
• 29" Machine Timpani
• 29" 32" Universal Timpani

Pratos
• 15" 2002 Sound Edge Hi-Hat
• 24" 2002 Ride
• 20" 2002 Medium Crash
• 18" 2002 Crash (Switched to 18" 2002 Medium Crash in 1973)
• 16" 2002 Medium Crash
• 36-38" Symphonic Gong

Bonham também usou as séries Giant Beat e 602 porém sempre nesse padrão de medidas e set up, outros item aos quais Bonham foi fiel foram, ao pedal Ludwig Speed King, que até hoje ainda existe por conta dos fãs desse batera e as peles Remo(nas bateras em maple ele usava Double-ply Emperor e na de vistalite C.S. Black Dot, na resposta sempre usou Single-ply Coated Ambassador).

Bom, e pra terminar; abaixo segue uma lista dos trampos desse grande baterista.

Discografia (Todos com o Lde Zepplin)

1969 Led Zeppelin I
1969 Led Zeppelin II
1970 Led Zeppelin III
1971 Led Zeppelin IV
1973 Houses of the Holy
1975 Physical Graffiti
1976 Presence
1976 The Song Remains the Same
1979 In Through the Out Door
1982 Coda
1990 Led Zeppelin
1992 Led Zeppelin Remasters
1993 Complete Studio Recordings
1997 BBC Sessions
2002 Early Days & Latter Days: 1 & 2
2003 How the West Was Won

Videografia (todos com o Led Zeppelin esxeto o último da lista)

1999 The Song Remains the Same
2003 Led Zeppelin
2004 A to Zepplin - The Unauthorized Story of Led Zeppelin
2005 Inside Led Zeppelin 1968-1972
2006 Origin of the Species
2006 The Definitive Review
2006 The Ultimate Review

2004 Trust Your Ears: The Drum Tech Explorations of Jeff Ocheltree
Jeff Ocheltree

Livros, documentários métodos (nenhum deles escrito por Bonham)

1995 Star Sets: Drum Kits of the Great Drummers
1997 Drum Lessons with the Greats 2
2001 John Bonham: A Thunder of Drums
2002 Stairway to Heaven: Led Zeppelin Uncensored
2005 Led Zeppelin: 1968-1980
2006 Led Zeppelin: Concert File
2006 John Bonham: The Powerhouse Behind Led Zepplin
2007 Hammer of the Gods (Special Edition)
2007 Classic Rock Drummers

Espero que vcs tenha curtido
Até a próxima.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mas com quantas madeiras se faz uma batera?? Parte 2

Bom sei que a semana citada no fim da primeira parte desse post demorou MUITO...rs,.. porém ela chegou... como sempre reuni informações na net a acrescentei um pouco dos meus conhecimentos e experiência com cada madeira, e de forma bem genérica aí estão alguns pontos e características sonoras de mais alguns tipos de madeiras.


TECA
Vou começar com a Teca, madeira “descoberta” pela odery, que além de ter um apelo visual incrível e ser extremamente nobre, em termos sonoros ela é diferente de quase tudo que já ouvimos, e tem extrema qualidade melódica, possuí ótimo timbre, ressonância e projeção.

BEECH

O Beech é exatamente o meio termo entre o Maple e Birch, o Beech possui um pouco da “sobra” e sensação de volume do Maple assim como um pouco da definição “limpeza” do Birch; uma madeira extraordinária, na minha opinião ótima para uma batera de gigs variadas.

OAK

O Oak possui boa dureza, densidade menor que o Maple e maior que o Birch, a sua dureza nos proporciona um bom volume, boa definição de notas, o Oak também é uma madeira bem equilibrada em todas as freqüências, com menos médio do que grave e agudo, uma madeira que eu acho perfeita para caixas... pois torna essa peça muito sensível e com ótimo volume.

ASH

O Ash é uma madeira dura, densa, pesada, porosa, e de som estridente. É muito rica em agudos. Com isso proporciona um som muito focado ao tambor, mantendo a nota fundamental do mesmo muito evidente. Porém eu acho interessante essa madeira em um tambor híbrido, pois a falta de grave nela faz muita falta na ressonância do tambor.

IMBUIA

Madeira que possui uma aparência bem exótica, linda, com densidade e dureza parecida com o Birch, porém com uma prevalência maior de grave, na minha opinião ela é um Birch mais em conta, com mais corpo e com visual mais legal para uma batera com acabamento natural. Porém menos nobre.

BASSWOOD

Uma madeira muito leve, Tem ataque moderado e Sustain incrível.
Resolução sonora perfeita, ótima para bateras iniciantes tem muito volumes, assim
Não é a madeira ruim que muitos pensam ser, o problema é que existe muito compensado de Basswood assim confundindo os menos entendidos.
É uma madeira bastante macia, leve e de fácil reflorestamento, por isso ela tem um bom custo beneficio, assim você pode comprar uma boa madeira com menos dinheiro, barateando muito a produção do instrumento.

POPLAR

Madeira extremamente barata e leve, é uma madeira com pouca"influencia timbristica” o que explica o porque de ser usada em mistura com madeiras mais nobre, ela deixa o casco mais firme, alterando pouco o som da baixa porcentagem da madeira nobre usada. Muito usada para bateras iniciantes, e em marcas chinesas. Não é uma madeira ruim também porém por estar sempre em bateras ruins a maioria tem grande preconceito.

Purple heart

Purple Heart É uma madeira mais "equilibrada" tem um bom som equalizado em todas as faixas de frequência, sem evidenciar muito uma ou outra frequencia, possuí harmônicos controlados e um dos mais belos apelos visuais que já vi. Uma batera produzida em Purple Heart, pode ser encerada, natural laqueada.. que com certeza será linda.
Na minha opinião é uma outra madeira que é uma ótima e singular escolha para confecção de caixas.


Bom, por enquanto é isso. no próximo post inalgurarei uma nova sessão, então fiquem ligado.

Gostaria de agradecer e indicar alguns sites e referencias, nos quais eu sempre estou acompanhando e pesquisando.

bateraclube e Ricardo Goedert
Revista Batera
Odery
RMV
Maxter


até a próxima

terça-feira, 30 de março de 2010

[Review] Baquetas Sonar Signature Felipe Moreira

Como prometi estou postando um review das minhas baquetas signature sonar, como alguns sabem, eu fechei uma parceria endorsee com a Sonar e essa semana recebi minhas baquetas desenvolvidas por mim em parceria com a marca.

Vamos as especificações.

Elas são baquetas padrão 2B.

Comprimento - 410mm (41cm)
Dimensão - 16mm Ø 55mm
Pescoço - Curto Ø50mm
Ponta em madeira híbrida - Flecha/ Cilíndrica
Corpo - Pau-Marfim
Acabamento - polido encerado

Vou falar do porque dessas medidas e especificações. Eu a mais de dois anos venho tocando com baquetas 2B, que na sua maioria possuem como padrão de comprimento 423mm, diâmetro de 16mm e ponta oval.
Eu Sempre achei o padrão 2B o ideal, porém um pouco pesado e por isso no minha signature diminui 13mm o comprimento da baqueta, assim ficando muito mais confortável tocar com essa medida. Escolhi um pescoço curto que prolonga a durabilidade da ponta da baqueta e o volume do ataque tanto nos pratos quanto nos tambores, para ponta decidi fazer uma "híbrida" que mistura o modelo flecha com o cilíndrico. No modelo flecha nós conseguimos tirar um som mais agudo, claro e brilhante nos pratos, no modelo cilíndrico conseguimos tirar o máximo de corpo dos tambores obtendo sempre um som encorpado nos toques, misturando esses dois conceitos e formatos, eu e a sonar criamos um modelo de ponta muito versátil e que consegue tirar o máximo do som do instrumento, é algo incrível.

Para a madeira foi o marfim . A Sonar a mais de 5 anos vem trabalhando com o pau-marfim como ninguem, o marfim que é considerada uma das madeiras mais nobres e resistentes do Brasil, a fabrica está situada nas serras gaúchas, onde por conta do frio a madeira é muito mais densa e resistente.
O Marfim é uma madeira clara com veios verticais muito bonitos e presentes, tornando o visual da baqueta um diferencial também. O acabamento polido e encerado, alem de valorizar a beleza da madeira, ajuda a melhorar o grip(ou a "pegada"), evitando que a baqueta escorregue, e tornando o toque muito mais preciso e focado.

Além de tudo isso a Sonar ainda me surpreendeu e surpreende na afinação de seus pares, que vem sempre muito bem casados em, cor, peso, tamanho e diâmetro, algo que não encontramos em todas as marcas nacionais.

fique agora com uma fotos.









E fiquem ligados pois vão rolar alguns sorteios de pares no meu twitter @moreirabatera e no da minha banda @apogeu então fiquem ligados.

Qualquer duvida pode falar comigo sobre a baqueta, onde comprar é só falar comigo.


Conheça o site da marca Sonar
abraço.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mais um Patrocinador....melhor, mais um Parceiro

É com muita alegria e orgulho que anuncio meu mais novo patrocinador, melhor, que anuncio minha mais nova parceria.

Depois de fechar com a Made in brazil e estar com eles a quase 6 meses, a marca de baquetas SONAR, é o minha mais nova parceria. Como já é tradição da marca, eu já inicio com uma "signature"...rs pois o modelo será personalizado e terá minha assinatura. mais pra frente posto as informações do modelo,(peso, madeira, medidas e etc) por enquanto fica só o recado.



Já aproveito para agradecer ao Alexandre da Sonar e dizer que este é o primeiro passo de uma grande parceria.

Fiquem com uma prévia do que é o meu par de baquetas signature Sonar.


até a próxima.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mas com quantas madeiras se faz uma batera?? Parte1

Como a maioria sabe, eu sou um cara que realmente estuda muito sobre bateria, e a infinidade de nomes de madeiras que encontro em sites, revistas e artigos me levaram a criar esse blog. A algum tempo atrás..rs eu postei alguns textos sobre as madeiras que formam o que alguns bateras chamam de trindade das madeiras no mundo da bateria (maple, birch e mogno africano), nelas me aprofundei o máximo para apresenta-las, sendo que para cada uma fiz um post inteiro para termos as mesmas como base no conhecimento das madeiras.” Dê uma olhada nos arquivos do blog.”

Nesse post vou apresentar outras madeiras que são usadas para confeccionar baterias, algumas são plantadas no solo sagrado do Brasil e outras madeiras não tão usadas como as trindade, porém que tem sua particularidade sonora e também é usada para fazer tambores.

Copaíba

A Copaíba é uma madeira brasileira, nativa e exótica. A característica sonora é o perfeito equilíbrio entre Graves e Agudos. A sua alta densidade proporciona um excelente volume, ataque e projeção, extremamente versátil, atendendo dos shows de Rock ao vivo às gravações em estúdio, aonde a dinâmica e definição devem prevalecer.
Quando se toca um tambor construído em Copaíba, sentimos de cara uma respostas precisa com sonoridade encorpada, é a madeira perfeita para um kit de aplicação profissional e versátil que com certeza conta também com notas firmes, consistentes e definidas e na maioria das vezes com um preço acessível.
Outras Madeiras.

Araucária

Ou Pinho Araucária é uma madeira de sonoridade rica e dinâmica ela é mais brilhante, tem melhor definição e sensibilidade aos toques mais baixos, e ainda tem um visual rico em belos veios.
A araucária deve ter seu manejo sustentável, legalizado e proveniente de madeira de reflorestamento, uma vez que a araucária é considerada rara, e sofre hoje com ameaça de extinção. Seu corte se dá com idade acima de 40 anos de idade o que se traduz em uma madeira madura e perfeitamente pronta para servir com maestria sua função de bela sonoridade.
Com os veios longos, discretos e cor clara, seu apelo visual é incrivelmente fino e clássico e sua sonoridade é pura, cristalina e marcante.

Bapeva

Uma madeira extremamente dura e densa, sem paralelo com qualquer outro tipo de madeira até hoje utilizada para a fabricação de baterias. Estas características fazem com que a Bapeva tenha uma personalidade própria quando comparada com os instrumentos feitos com as madeiras tradicionais utilizadas em tambores. Quanto mais alta a densidade da madeira no tambor, mais profunda será a sua ressonância, resultando num timbre cheio e com equilíbrio entre as freqüências fundamentais. Porém, nem todas as madeiras densas podem ser utilizadas com sucesso na construção de um tambor já que a dureza é um outro fator essencial tanto estruturalmente quanto na definição da sonoridade. O ataque e o volume final serão maiores e mais agressivos quanto maior for a rigidez da madeira. Poucas madeiras são tão perfeitas para a construção de um tambor quanto a Bapeva.


Bubinga

A Bubinga é uma madeira de origem africana, possui mais de 50% de dureza em relação ao Maple e Birch, sendo também mais densa que o Maple. A característica da Bubinga é a alta freqüência de grave, razoável quantidade de médio e mais presença de agudo do que médio. Ao tocarmos estes tambores logo, sentimos um equilíbrio sonoro tão grande que surpreende qualquer um, é incrível como tudo soa cheio, limpo, muito definido e pesado. Um kit em Bubinga me lembra um pouco o equilíbrio e clareza do Birch, porém com um ganho bem maior de grave, ressonância e volume. Tudo o que se toca aparece limpo, bem nítido e definido. A aparência da madeira é algo espetacular, há nela um desenho incrível, rústico, cheio de belos veios e sua textura é linda.

CEDRO


Não encontrei muito sobre essa madeira, mas liguei para meu brother "Fuca Gomes" um grande luthier, e dono da marca Maxter e ele me disse o seguinte: "Ele é uma madeira exótica da família de madeiras vermelhas, senelhante ao MAHOGANI e BUBINGA. São madeiras mais graves com o som aveludado, melodioso."
E então acredito que ele voltou a tentar vender algo para algum cliente que estivésse em sua loja(rs)

MARFIM

O BRAZILIAN MAPLE tambores produzidos em 100% MARFIM, madeira nobre brasileira, que é clara e muito bonita com veios bem acentuados que realçam o tambor como uma obra de arte. A sonoridade fica entre o MAPLE e o BIRCH, tem como características o Ataque e ressonância do MAPLE e o timbre equalizado do BIRCH; possui um som quente e pronto.

Bom como texto ficou muito extenso, vou ficando por aqui e prometo que na semana que vem, posto mais madeiras...(ash, poplar, teca, Imbuia, basswood, oak, pinho, beech e outras).

Vlw galera gostaria de agradece a participação do Fuca.
E colocar algumas referências, segue:
bateraclube e Ricardo Goedert
Revista Batera
Odery
RMV
Maxter

boas batucadas.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

2 mil e 10

Feliz dois mil e 10 e muitas batucadas pra nois...fica essa imagem da pearl aí...bjo





Sem mais:
Até uma próxima!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vai comprar sua primeira bateria?



Se você vai comprar sua primeira batera e está começando no mundo dos tambores e navegando na internet a procura de informações, ou é fanáticos por bateria e freqüenta sites de bateria diariamente para trocar idéias e estar sempre atualizado, ou mesmo é daqueles que de vez em quando navegam pelas nossas águas, apenas para matar a curiosidade do que anda acontecendo no mercado. Aqui estão uma boas dicas para você que está em busca do primeiro instrumento. – Coitados dos vizinhos... rs -

“Qual batera comprar??”. Essa foi uma dúvida que me tirou boas noites de sono e me assolou por um bom tempo. Hoje vários alunos, amigos e leitores do blog me mandam e-mails ou perguntam pessoalmente sobre dicas para comprar a primeira batera. Como não poderia deixar de ser, resolvi escrever aqui no Batuca um Post sobre esse assinto.
Em geral, o iniciante não ouve conselhos e tende a não manjar muito sobre o instrumento, madeiras, ou mercado, ele sabe que a Pearl e a Zildjian são marcas muito usadas e só quer tocar e fazer um som no seu sonhado primeiro instrumento. E isso geralmente o leva a cair na lábia de vendedores e comprar um instrumento que não seja o que ele procurava.

Atualmente são tantas as opções de marcas, configurações etc., que o iniciante fica vendidinho, sem saber que bateria comprar para atender aos seus anseios. Nada mais natural, pois é um verdadeiro oceano de oportunidades - o mercado cresceu muito nos últimos anos.
Didaticamente falando, é melhor que o principiante comece numa bateria para iniciante, pois necessariamente terá que adquirir uma boa pegada para fazer um bom som e quando tocar numa boa bateria vai fazer aquele som...
Da mesma forma, o ideal é um kit pequeno, que exigirá dele mais criatividade para reproduzir suas variações. Assim, quando ele deparar com um kit grande não terá dificuldades. Ao contrário, vai ter um universo muito maior para não cair na mesmice das viradas e levadas.

Obviamente, tudo vai depender do que você quer com a música e da sua disponibilidade financeira. O importante é você saber que a falta de dinheiro não inviabiliza o seu sonho de ser baterista. A dificuldade de se tocar num instrumento ruim ou ultrapassado é revertida em seu benefício num futuro não muito longe, pois quem aprende a tocar num instrumento assim, aprende de verdade – e toca em qualquer instrumento ou em qualquer situação.

É claro que se você é um milionário, ou se o seu pai faz parte da corja de Brasília, você poderá comprar aquele set estrangeiro, como uma Pearl Master Custom ou Reference, uma DW Collectors ou uma Tama StarClassic, sem maiores dificuldades, mas sem maiores vantagens também. Você não saberá explorar seus recursos – não saberá maximizar o que ela te proporciona de bom. Da mesma forma, se você não é o filho do Lula e não vai comprar um instrumento com o dinheiro do povo, mas tem alguma estabilidade financeira, não precisa comprar uma Gope de 1970 ou uma BNB – uma batera melhor vai te facilitar a vida. Portanto, tudo é questão de bom senso.
O mercado de bateria é honesto, com raras exceções. O preço de uma batera varia de acordo com suas características. A madeira, os aros, a quantidade de tambores e ferragens, o acabamento, a forma de fabricação, a borda, enfim, tudo vai influenciar no preço final. O que é importante sublinhar é que nos dias de hoje as baterias brasileiras estão muito boas, sem necessidade de se recorrer às grandes marcas estrangeiras para se fazer um bom som. A grande vantagem da bateria nacional é que o fabricante fica aqui, e se você quiser peça de reposição vai ter mais facilidade quando precisar. O mesmo podemos dizer se você quiser ampliar o seu set.

Não se deixe levar pelo gosto dos outros. Se você conhece algum baterista e quer um kit igual ao dele, vai entrar numa furada. Bateria é uma coisa muito pessoal. Tudo vai depender do som que você quer levar, ou seja, do seu gosto musical e do seu estilo pessoal de tocar e ouvir a música – e gosto é gosto – não se discute. Cada um tem um ouvido...é como gravata – muito pessoal. Por isso existem baterias para iniciantes. São baterias feitas com medidas-padrão – que caem bem nos mais diversos estilos musicais atendendo a gregos e troianos. Tambores profundos caem bem num rock, mas os rasos, em geral, são mais definidos e se enquadram melhor na atmosfera do jazz, da bossa – e por aí vai. Até o ângulo da borda dos tambores influencia no som. Portanto, comece preferencialmente com medidas padronizadas.

Particularmente, se eu fosse começar a tocar bateria agora, compraria uma de nível “intermediário”, pois dependendo da batera, atende as expectativas profissionais no caso da coisa dar certo – e não precisaria trocar de kit tão cedo. Digo mais: compraria uma bateria usada, pois o preço cai bem e eu poderia adquirir um instrumento melhor, pelo mesmo custo de uma nova inferior. Bateria não é como um carro, que necessariamente envelhece com o uso. Um instrumento antigo e bem cuidado, em tese, será melhor que o novo – pois a madeira fica curada com o tempo. Ela resseca internamente e se torna mais densa – proporcionando um sustain superior. Por outro lado, uma bateria cuja madeira ficou exposta no tempo, ou sob umidade contínua num determinado ambiente, prejudica o casco do seu tambor. Então parceiro, muito cuidado se for comprar uma batera usada. De preferência, esteja com um baterista mais experiente de forma que ele não lhe deixe levar gato por lebre. O mercado de usadas é perigoso – existem muitos oportunistas que confundem os iniciantes. Nos classificados da web encontramos Pearl Export sendo vendidas pelo preço de MasterWorks. Entretanto, casos assim ainda são esporádicos e não chegam a inviabilizar o seu sonho de comprar uma usada “top” ou “intermediária”.
Sou fã de algumas marcas nacionais. Ora, o Brasil é rico em madeiras. Uma hora a indústria da bateria iria aprender a tirar proveito disso – e essa hora chegou. Hoje temos um leque de opções enorme e as bateras são de alto nível. Uma Odery vai se destacar em qualquer lugar do planeta. Uma RMV Concept também. Até a Pingüim voltou com tudo a fabricar suas baterias. Temos ainda a Master e a Adah – esta última com sua
Classic Art que chegou no mercado impressionando até mesmo os mais exigentes. Se considerarmos as importadas as opções também são enormes. A Pearl Export é o fusca. Agüenta o tranco – é bonita, bem acabada e tem um sonzão. Da mesma forma é a Tama Rockstar. Se você não tem muito pra investir, temos a Pearl Fórum ou a Tama Swingstar. Até a Gretsch tem as suas baterias para iniciantes ou intermediárias hoje em dia. A Mapex e a Pacific também são marcas que oferecem boas intermediárias. Enfim, não falta bateria por aí – a questão é você encontrar uma que seja o seu número.

Não se esqueça que os tambores é um investimento que não se exaure em si. Você ainda vai ter que comprar pratos e estantes. Portanto, leve isso em consideração. Você terá que saber planejar muito bem essa compra, de molde que os recursos sejam suficientes para montar o kit completo. Não invista muito num lado de forma que falte do outro – a frustração na hora de tocar será enorme.
Assim, meu amigo de baquetas, recomendo que você procure um baterista mais experiente para te orientar na compra de seu primeiro instrumento. Diga a ele quanto você vai poder gastar – quais as suas expectativas com a música e suas perspectivas para investir no futuro, caso você realmente se apaixone por essa arte milenar.

Seja bem-vindo ao universo dos tambores e boas batucadas pra você !!!!
texto em parceria - Carlos Maggiolo